nada.
significado nulo, nu, raso. algumas acções não deviam ficar inconsequentes, impuníveis. é, mais que tudo, injusto que uma decisão tão desprovida de sentimento e coração deixe marcas que não desaparecem.
será que sequer pensou no peso da decisão que afecta duas vidas, será que quis saber dos estragos que provocou? será que foi premeditado, será que planeou este cair de pano desde o primeiro dia?
nada.
domingo, 20 de Dezembro de 2009
quarta-feira, 28 de Outubro de 2009
a (quase) infindade de dias que me separam do momento em que a esperança me largou a mão parece reduzir-se a breves minutos, eclipsando-se sob a imponência da mágoa q se instalou na minha alma. o corpo ressente-se, arrasta-se dia após dia, num interminável desenrolar de toques e palavras totalmente desprovidos do calor dos sentimentos.
ainda agora me sinto tão sozinha e indesejada como senti naquela noite, em que a minha dignidade e respeito próprio se diluíram na terra juntamente com o suor e as lágrimas. sobraram corpos despidos e, pior que isso, vazios.
pior que perder-te e a tudo o que poderíamos ter sido, foi perder-me a mim própria, deixar que a alma se apartasse do corpo para não mais voltar; ao render-me aos corpos caí no engodo da mente, que usa pequenos artifícios que tudo parecem melhorar apenas para depois, cruelmente, nos ser arrancado o saco de morfina sem aviso prévio, passando assim a ser uma triste refém daquilo que escolhi acreditar ser amor.
nada justifica o fim trágico que dei à história em que eu deveria ser a protagonista traída e almaldiçoada por qualquer força que nos controla. eu escolhi vingar-me (dentro da minha cabeça, porque não encontro a coragem ou razão para to contar e assim destituir-te do tão importante cargo de macho latino), pela forma como me roubaste aquilo que há tão pouco tempo tinha renascido em mim, e assim escolhi perder a legitimidade de pensar que não prestas, que não mereces, que não sabes, que não vês.
estou de mãos atadas,
os dias enrolam-se num bolo alimentício cada vez maior e mais redundante desprovido de vontade ou iniciativa,
e não há nada que possa usar contra ti, porque foi pelas costas que apunhalei o nosso destino.
ainda agora me sinto tão sozinha e indesejada como senti naquela noite, em que a minha dignidade e respeito próprio se diluíram na terra juntamente com o suor e as lágrimas. sobraram corpos despidos e, pior que isso, vazios.
pior que perder-te e a tudo o que poderíamos ter sido, foi perder-me a mim própria, deixar que a alma se apartasse do corpo para não mais voltar; ao render-me aos corpos caí no engodo da mente, que usa pequenos artifícios que tudo parecem melhorar apenas para depois, cruelmente, nos ser arrancado o saco de morfina sem aviso prévio, passando assim a ser uma triste refém daquilo que escolhi acreditar ser amor.
nada justifica o fim trágico que dei à história em que eu deveria ser a protagonista traída e almaldiçoada por qualquer força que nos controla. eu escolhi vingar-me (dentro da minha cabeça, porque não encontro a coragem ou razão para to contar e assim destituir-te do tão importante cargo de macho latino), pela forma como me roubaste aquilo que há tão pouco tempo tinha renascido em mim, e assim escolhi perder a legitimidade de pensar que não prestas, que não mereces, que não sabes, que não vês.
estou de mãos atadas,
os dias enrolam-se num bolo alimentício cada vez maior e mais redundante desprovido de vontade ou iniciativa,
e não há nada que possa usar contra ti, porque foi pelas costas que apunhalei o nosso destino.
terça-feira, 20 de Outubro de 2009
domingo, 27 de Setembro de 2009
"música para os meus ouvidos"
No início do século 21, o mundo encontra-se infectado pelos vírus da padronização, da normalidade acrítica e da resignação. O paradigma neo-liberal, nascido na década de oitenta do século passado, levou ao seu esplendor o acrónimo T.I.N.A. (There Is No Alternative), espécie de slogan panfletário que resume, de uma forma mordaz, os ideais do consenso de Washington. Esta ordem das coisas, que de natural pouco tem, trouxe consigo as democracias decadentes (bem longe dos ideias gregos ou mesmo das teses contratualistas de Rosseau), políticos incompetentes, socialismos bacocos e…um grande vazio. Nas relações pessoais, o ideal é o da normalidade; o padrão torna-se norma de conduta e qualquer desvio é olhado de soslaio, com desconfiança. O hiper-consumismo faz esquecer os valores crus, as emoções à flor da pele. O amor é, agora, palavra para novelas, e o ódio serve para ilustrar os fait-divers jornalísticos. Nada é vivido com a intensidade das emoções. A sintaxe toma o valor da semântica e as palavras valem pela sua aparência. No entanto, um grupo de pessoas resiste a este estado de coisas: vivem a vida pela vida, com a intensidade de um poeta maldito, ou de um actor suicidário a diletância de um saltimbanco ou a espontaneidade de um marinheiro bêbedo. É uma geração de gentes, mas não separadas pela idade. O que os junta são as emoções, a forma como as vivem e delas sugam a vida: o amor pelo amor, a paixão pelo ódio, a volúpia do suor e a sensualidade do sangue. Tal como os caninos, esta geração vive em matilha e cada cão é a liberdade. É esta a GERAÇÃO DA MATILHA…
Mundo Cão
quinta-feira, 17 de Setembro de 2009
um tem carinha de lerdo. o outro tem carinha de labrego.
porra, mas que raio de maridos que havemos de arranjar
porra, mas que raio de maridos que havemos de arranjar
quarta-feira, 2 de Setembro de 2009
na minha humilde opinião, eu acho que o problema reside na falta de capacidade de assumir qualquer tipo de responsabilidade perante aquilo que os comuns mortais possam sentir em relação à vossa pessoa. não é que sejam uns grandes cabrões, porque também vocês sofrem (apesar de o fazerem por razões absurdas para aqueles a quem eu chamaria "pessoas normais"). simplesmente não estão nem aí para aquilo que um discurso mais ríspido ou um completo alheamento à falta que fazem às pobres almas que se deixaram levar pelo vosso arrastar de asa pode causar a uma rapariga.
o que vale é que os anos da pós-adolescência passam a correr e rapidamente vocês se apercebem de que a vida é mais do que a bola, os carros e as bejecas. há mais para além dos engates (ou pseudo-engates) no myspace ou equivalente, mais para além das ganzas, lsd, ecstasy, alcóol e outras merdas que vos entretêm nas noites no bairro. seria o descalabro pedir que se interessassem um pouco mais além do que as quecas e os beijos sôfregos de quem não consegue mantê-lo dentro das calças?
ganhem juízo. é que sabem, nós também temos algo entre as pernas, também temos desejos, fantasias, vontade de nos divertirmos e sermos as mulheres bonitas, inteligentes e modernas que vemos nos filmes. mas, ao contrário de vocês, - late teenagers, parasitas dos pais que vos sustentam sem que lhes devolvam um mínimo de consideração - nós, mulheres (e não as meninas de cuecas que tanto se passeiam pelas ruas de massamá) temos um cérebro activo e completamente funcional.
o que vale é que os anos da pós-adolescência passam a correr e rapidamente vocês se apercebem de que a vida é mais do que a bola, os carros e as bejecas. há mais para além dos engates (ou pseudo-engates) no myspace ou equivalente, mais para além das ganzas, lsd, ecstasy, alcóol e outras merdas que vos entretêm nas noites no bairro. seria o descalabro pedir que se interessassem um pouco mais além do que as quecas e os beijos sôfregos de quem não consegue mantê-lo dentro das calças?
ganhem juízo. é que sabem, nós também temos algo entre as pernas, também temos desejos, fantasias, vontade de nos divertirmos e sermos as mulheres bonitas, inteligentes e modernas que vemos nos filmes. mas, ao contrário de vocês, - late teenagers, parasitas dos pais que vos sustentam sem que lhes devolvam um mínimo de consideração - nós, mulheres (e não as meninas de cuecas que tanto se passeiam pelas ruas de massamá) temos um cérebro activo e completamente funcional.
quarta-feira, 19 de Agosto de 2009
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